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Lula pretende negociar terras raras com os EUA para evitar que PCC e CV entrem na lista de terroristas

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O presidente Lula irá desembarcar nos Estados Unidos nesta quinta-feira (07) e uma das pautas que pretende discutir com Donald Trump envolve o interesse norte-americano nas chamadas terras raras brasileiras e a pressão dos EUA para classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

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Não é de hoje que o petista enfrenta situações delicadas na relação com os americanos, e o Brasil possui justamente um dos ativos de maior interesse estratégico para Washington: o acesso a minerais críticos encontrados em território nacional.

O Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial quando o assunto são minerais estratégicos. O país concentra cerca de 66,7% das reservas globais de nióbio e aproximadamente 24,7% das reservas de terras raras, além de possuir grandes quantidades de grafite, manganês, lítio, níquel, bauxita e urânio.

Esses recursos são considerados fundamentais para a fabricação de baterias, semicondutores, equipamentos militares, carros elétricos e tecnologias de ponta, o que aumenta ainda mais o interesse internacional sobre o setor mineral brasileiro.

Nos bastidores, a expectativa é que o encontro entre Lula e Trump trate justamente de possíveis acordos envolvendo exploração mineral, investimentos e cooperação econômica. O interesse americano nesse mercado já começou a se movimentar de forma prática. No fim de abril, a mineradora norte-americana USA Rare Earth anunciou a compra da brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões, em uma operação vista como estratégica para ampliar o acesso dos Estados Unidos aos minerais críticos produzidos no Brasil.

Ao mesmo tempo, outro tema sensível deve dominar a conversa entre os dois governos: a intenção americana de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O Itamaraty já manifestou resistência à proposta, argumentando que a legislação brasileira não permite esse enquadramento para facções cuja atuação tenha finalidade exclusivamente criminosa, sem motivação política, ideológica ou religiosa, como exige a Lei Antiterrorismo brasileira.

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A possibilidade de os Estados Unidos adotarem essa classificação preocupa integrantes do governo brasileiro, principalmente pelos impactos diplomáticos, financeiros e jurídicos que poderiam surgir a partir da medida. Para especialistas em segurança internacional, o enquadramento poderia abrir espaço para sanções, bloqueios financeiros e maior pressão internacional sobre o combate ao crime organizado no Brasil. A reunião entre Lula e Trump acontece em meio a um cenário de forte disputa geopolítica e econômica.

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