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Briga na esquerda: Jaques Wagner se nega a deixar a liderança do PT e afirma que Lula é ainda mais sujo

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Os bastidores da política brasileira estão cada vez mais polêmicos. O protagonista da vez é o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, que se tornou alvo de uma investigação da Polícia Federal relacionada ao caso do Banco Master. De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria enfrentando dificuldades para afastar o aliado de uma das funções mais estratégicas de sua articulação política.

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Na última semana, Jaques Wagner concedeu uma entrevista à TV Bandeirantes da Bahia e deixou claro que não pretende abrir mão do cargo. Durante a conversa, o senador afirmou ter recebido a solidariedade do presidente Lula e descartou qualquer possibilidade de deixar a liderança do governo no Senado neste momento.

Nos bastidores, porém, o cenário parece diferente. Segundo a reportagem da CNN, aliados do presidente e lideranças do Partido dos Trabalhadores vêm pressionando Wagner a tomar a iniciativa de se afastar da função até a próxima semana. A preocupação é que a permanência do senador no posto amplie o desgaste político do governo e acabe associando diretamente o Palácio do Planalto à crise envolvendo o Banco Master.

A situação é considerada delicada porque Lula tem evitado afastamentos imediatos de aliados citados em investigações, especialmente quando se trata de figuras de sua confiança. No caso de Jaques Wagner, o desafio seria ainda maior devido à relação de amizade construída ao longo de décadas de convivência política.

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A pressão ganhou ainda mais força após o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, defender publicamente o afastamento do senador por meio das redes sociais. O posicionamento tornou evidente que o debate sobre a permanência de Wagner já ultrapassou as conversas reservadas e passou a dividir opiniões dentro da própria base governista.

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