
Herói submerso: o resgate de Shavarsh Karapetyan (Foto: Instagram)
Em 16 de setembro de 1976, Shavarsh Karapetyan, um renomado campeão mundial de natação com nadadeiras, completava um treino de 20 km ao redor do Lago Yerevan, na antiga Armênia Soviética, quando testemunhou um acidente que transformaria sua vida. Um trólebus perdeu o controle e mergulhou nas águas frias do lago, aprisionando dezenas de passageiros no veículo submerso.
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Sem hesitar, Karapetyan mergulhou repetidamente a uma profundidade de cerca de 10 metros, enfrentando lama, visibilidade quase inexistente e frio intenso. Ele quebrou a janela traseira com os pés e começou a retirar as pessoas uma a uma. Ao todo, realizou aproximadamente 30 mergulhos na tentativa de resgatar todos. Apesar de conseguir salvar 45 pessoas, apenas 20 sobreviveram. Uma lembrança que o assombrou por anos foi quando, durante um dos mergulhos, puxou um assento de couro em vez de uma pessoa, um episódio que pesou em seus sonhos por muito tempo.
O heroísmo de Karapetyan teve um custo alto: a exposição prolongada à água poluída e ao frio resultou em uma pneumonia grave e sepse. Ele ficou em coma por 45 dias e, devido aos danos nos pulmões, sua carreira como nadador de elite foi interrompida.
Curiosamente, o público só tomou conhecimento do feito seis anos depois, em 1982, pois as autoridades soviéticas inicialmente ocultaram o acidente. Quando a história foi revelada, ele recebeu cerca de 60 mil cartas de agradecimento. E o espírito heroico de Karapetyan não parou por aí: em 1985, ele voltou a salvar vidas, desta vez de um prédio em chamas, consolidando-se como um exemplo duradouro de coragem e altruísmo.



