A disputa judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni parece longe de um fim, apesar da decisão do juiz. Os advogados de Baldoni, que foi acusado de assédio sexual por Lively em 2024 e processou-a por difamação, alegam que a atriz está inflacionando os custos com advogados.
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Conforme o site TMZ, a equipe de Baldoni destacou que as despesas processuais apresentadas por Lively para reembolso, no valor de 8 milhões de dólares (aproximadamente R$ 41 milhões), estão superfaturadas.
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“O pedido de honorários de Lively é tão abrangente que inclui custos com pesquisas sobre sua própria responsabilidade por falso testemunho — decorrente de sua reclamação no CRD da Califórnia — e sobre sua moção baseada na ‘Regra 11’, para a qual o Tribunal já havia negado o reembolso de honorários!”, afirmou a petição apresentada pelo advogado Bryan Freedman.
Blake Lively e Justin Baldoni decidiram, no início de maio, encerrar a disputa judicial ao chegarem a um acordo relacionado ao processo de assédio sexual movido pela atriz em 2024. O caso, marcado por trocas públicas de acusações, estava a apenas duas semanas de ser analisado pela Justiça federal, segundo a Variety.
Em nota, as equipes de defesa afirmaram que ambos pretendem seguir em frente após os conflitos surgidos nos bastidores do filme É Assim Que Acaba. À época, Lively acusou Baldoni — diretor e colega de elenco — de assédio sexual e de liderar uma campanha de difamação contra ela.
O acordo foi firmado cerca de um mês após a Justiça norte-americana rejeitar 10 das 13 ações cíveis apresentadas por Lively, incluindo todas as acusações de assédio. Permaneceram três pontos a serem analisados por um júri em tribunal federal: retaliação, cumplicidade em retaliação e quebra de contrato.
Blake Lively deu início ao imbróglio judicial em dezembro de 2024, quando apresentou uma queixa administrativa contra Justin Baldoni ao Departamento de Direitos Civis da Califórnia. Em resposta, Baldoni processou Lively por difamação, alegando que ela havia destruído sua reputação com falsas acusações de assédio em uma tentativa cínica de sabotar o filme em que ambos estrelaram.
Na ação inicial, o diretor pedia 400 milhões de dólares (mais de R$ 2 bilhões) por uma suposta ação de difamação orquestrada pela atriz. O processo de difamação movido por Baldoni foi arquivado dias depois, após o juiz entender que tanto Lively quanto o jornal estavam protegidos pela lei a denunciar o suposto assédio.
Lively, então, contra-atacou com um outro processo, acusando Baldoni, a Wayfarer Studios e outros de assédio, retaliação e outras irregularidades. Após mais de um ano de um extenso processo de coleta de provas, a maioria das alegações de Lively também foi rejeitada por questões técnicas, como a relação de trabalho da atriz com a produtora do filme e a jurisdição do tribunal para julgar o caso.



