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Reviravolta! Mãe condenada por matar o próprio filho é inocentada após detalhe vir à tona

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Patricia Stallings foi condenada à prisão perpétua nos Estados Unidos, em 1989, acusada de envenenar o filho recém-nascido, Ryan, com anticongelante. Dois anos depois, porém, novas análises mostraram que a condenação havia sido baseada em um erro de diagnóstico. O bebê, na verdade, sofria de uma doença genética rara que apresentava sintomas semelhantes aos de intoxicação.

Segundo o portal IFL Science, Ryan tinha apenas três meses quando começou a apresentar letargia, dificuldade para respirar e falta de apetite. Levado ao hospital pelos pais, exames apontaram uma suposta alta concentração de etilenoglicol, substância presente em anticongelantes automotivos. Com isso, médicos concluíram que a criança havia sido envenenada.

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Ryan foi retirado da guarda dos pais e colocado sob proteção das autoridades. Um dia após receber a visita da mãe, voltou a apresentar sintomas ainda mais graves, como espasmos musculares e hiperventilação. Novos exames indicaram novamente a presença de etilenoglicol, reforçando a suspeita contra Patricia.

O bebê morreu em setembro daquele ano e, durante as investigações, policiais encontraram anticongelante na casa da família. A descoberta foi suficiente para que Patricia fosse acusada de homicídio e, posteriormente, condenada à prisão perpétua.

Durante o julgamento, a defesa sustentou que a morte poderia ter ocorrido por causas naturais, mas a hipótese foi rejeitada pela acusação.

A reviravolta aconteceu em 1990, quando o caso foi exibido no programa Mistérios sem Solução. O episódio chamou a atenção do bioquímico William Sly, que identificou uma possível falha nas conclusões apresentadas durante o processo.

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Na época, Patricia já havia dado à luz seu segundo filho, David Jr., enquanto aguardava julgamento. O bebê foi encaminhado para um abrigo e, pouco tempo depois, passou a apresentar os mesmos sintomas do irmão. Dessa vez, porém, os médicos diagnosticaram a criança com Acidemia Metilmalônica (MMA), uma doença genética rara que impede o organismo de metabolizar determinados aminoácidos, provocando o acúmulo de ácido metilmalônico.

Os sintomas da condição incluem vômitos, letargia e insuficiência respiratória, exatamente os sinais apresentados por Ryan.

William Sly então demonstrou que, em determinados métodos laboratoriais utilizados na época, o ácido metilmalônico podia ser confundido com etilenoglicol. Para comprovar a hipótese, ele enviou amostras contendo a substância para diferentes laboratórios, e pelo menos metade deles identificou, de forma equivocada, a presença do anticongelante.

Com as novas evidências, a condenação de Patricia Stallings foi anulada em 1991. A norte-americana foi inocentada e recuperou a guarda do segundo filho, encerrando um dos casos mais emblemáticos de erro judicial provocado por uma falha em exames laboratoriais.

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