O caso de Breno de Souza Castro, apontado como responsável pela morte das duas filhas, de 3 e 5 anos, durante uma saída temporária no fim de semana do Dia dos Pais, voltou a provocar discussões nas redes sociais sobre a chamada “saidinha”. Em meio à repercussão, internautas resgataram uma declaração de Lula feita em 2024, quando o presidente defendeu a possibilidade de presos visitarem familiares durante o cumprimento da pena.
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Na ocasião, Lula havia vetado parcialmente o projeto aprovado pelo Congresso que restringia as saídas temporárias. Ao defender o veto, o presidente afirmou que a medida tinha relação com a preservação dos vínculos familiares. “É coisa de família, família é coisa sagrada, base principal da organização de uma sociedade”, disse Lula.
Em seguida, ele questionou a proibição da visita a familiares por pessoas que cumprem pena e que, segundo o Estado, podem ser recuperadas. “Como vai proibir cidadão que tá cumprindo pena, e se ele está cumprindo pena é que o Estado pensa que é possível recuperá-lo, e não cometeu crime considerado hediondo possa deixar de visitar parente? Tenho certeza que muitos daqueles que são contra, quando parente sair vai querer recebê-lo, porque família é coisa muito sagrada”, completou.
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A fala voltou a circular após o caso registrado em São Paulo. Breno de Souza Castro foi preso em flagrante depois que as duas meninas foram encontradas mortas dentro de um carro na Zona Sul da capital paulista. Segundo as informações fornecidas, ele não aceitava o fim do relacionamento com a ex-companheira e teria cometido o crime para atingi-la, em uma prática descrita como violência vicária ou vicaricídio.
O homem confessou o crime no 48º Distrito Policial (Cidade Dutra). A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva pela Justiça. A Polícia Civil indiciou Breno por duplo vicaricídio.


