A coluna Fábia Oliveira revelou, com exclusividade, que a disputa judicial entre Chiquinho Scarpa e uma clínica de anestesia tomou novos rumos. Um pedido inédito pode incluir os negócios do empresário na questão.
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Em 2025, Chiquinho Scarpa foi condenado a pagar cerca de R$ 215 mil à Clínica de Anestesiologia e Dor de São Paulo. O valor se refere a sete meses de internação e 10 cirurgias feitas pelo famoso, cobradas na Justiça em 2023.
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Desde a decisão, a clínica batalha para receber o valor. A Justiça já bloqueou quantias nas contas de Chiquinho, mas encontrou apenas R$ 33,98. Também foi determinada a penhora de 20% dos valores devidos a ele por empresas nas quais atua.
A coluna descobriu que, em 8 de julho, a clínica apresentou um “Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica” na ação contra o famoso.
O incidente solicita, em resumo, que três empresas controladas por Chiquinho Scarpa tenham seus patrimônios utilizados para pagar a dívida, que, atualizada, chega a R$ 320 mil.
A clínica de anestesiologia argumentou que há claros sinais de confusão patrimonial entre as empresas e Chiquinho. Como prova, apresentou o fato de a mansão do famoso estar em nome de uma das sociedades que ele controla. O imóvel, avaliado em R$ 120 milhões, está no Jardim América, em São Paulo.
No incidente, a clínica alegou que Scarpa usa as empresas para proteger seu patrimônio. Afirmou que seu antigo cliente mantém um padrão de vida luxuoso, incompatível com a dificuldade de encontrar bens penhoráveis em seu nome.
Com o movimento recente, a clínica busca o reconhecimento da confusão de patrimônios e, consequentemente, a existência de uma proteção que impede o pagamento da dívida devida.
Se o incidente for reconhecido, as três empresas podem ter seus patrimônios usados para satisfazer a dívida do membro mais famoso da família Scarpa.


