Na última semana, uma reportagem do portal Jornal da Cidade tem movimentado os bastidores da política brasileira. O veículo de informação divulgou mensagens obtidas pela Polícia Federal que colocam Lulinha, filho do presidente Lula, e a lobista Roberta Luchsinger ligados a uma suposta tentativa de manter recursos financeiros fora do Brasil. Essas novas revelações também levantam questionamentos sobre uma possível conexão com o próprio Lula e ampliam o interesse em torno das investigações conduzidas pelas autoridades.
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Segundo a reportagem, o grupo teria considerado Liechtenstein, pequeno principado localizado entre a Áustria e a Suíça, como um possível destino para manter, fora do país, recursos relacionados a negócios realizados no Brasil. A Suíça também teria aparecido entre os locais cogitados para a abertura de contas bancárias.
Lulinha e Roberta Luchsinger são investigados em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de tráfico de influência, corrupção, organização criminosa e venda de prestígio. As investigações apuram a existência de uma suposta estrutura informal que teria como objetivo intermediar negócios e facilitar o acesso a integrantes do governo federal em troca de vantagens financeiras.
De acordo com esses novos dados, a Polícia Federal chegou a detalhes da atuação do grupo após analisar o conteúdo de aparelhos celulares dos investigados armazenado em serviços de nuvem. As mensagens teriam revelado tratativas envolvendo o Ministério da Saúde, a Dataprev e diferentes órgãos do Poder Executivo.
Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi o interesse em uma possível estrutura de proteção patrimonial em Liechtenstein. Conforme as mensagens citadas na reportagem, Roberta teria afirmado que seu ex-marido, o ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, havia lhe informado anteriormente que seria impossível bloquear recursos mantidos em bancos do país. Queiroz atualmente vive na Suíça.
Ainda segundo a publicação, em 4 de fevereiro de 2024, Roberta teria orientado Gustavo Gaspar, citado nas investigações como sócio de um empresário envolvido no caso do INSS e ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), sobre a possibilidade de abrir uma empresa em Liechtenstein. Ela também teria compartilhado instruções relacionadas à abertura de contas bancárias na Suíça.
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Poucos dias depois, Roberta e Lulinha viajaram para a Europa. Nas conversas analisadas pela PF, a lobista teria mencionado reuniões em bancos durante a viagem.A movimentação despertou a atenção dos investigadores. As suspeitas, no entanto, fazem parte das investigações em andamento e não representam uma conclusão definitiva sobre a origem dos recursos ou a responsabilidade criminal dos envolvidos.


