O término do relacionamento entre Marina Sena e Juliano Floss continua gerando discussão nas redes sociais. Após mais de dois anos juntos, o influenciador anunciou a separação no mês passado. Segundo a equipe da cantora, ambos entenderam que a relação havia mudado e que o ciclo como casal havia se encerrado.
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Logo após o anúncio, Juliano Floss enfrentou críticas ao ser visto em uma viagem à Chapada dos Veadeiros, em Goiás, ao lado da atriz Thainá Duarte, famosa por seu papel em Maria e o Cangaço. As postagens de ambos no mesmo local levantaram rumores de um possível romance, mas nenhum dos dois confirmou um relacionamento.
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Por outro lado, Marina Sena emocionou o público em um show no Espaço Unimed, em São Paulo, ao chorar enquanto cantava “Pra Ficar Comigo”, uma música que fala sobre o fim de um relacionamento. Nas redes sociais, fãs associaram o choro ao recente término, embora a cantora não tenha confirmado que a emoção estava ligada à separação.
As imagens alimentaram uma comparação comum após separações: enquanto uma pessoa parece estar sofrendo, a outra já teria seguido em frente. Mas é realmente possível medir a superação dessa forma?
Para a psiquiatra Jessica Martani, a maneira como alguém se comporta publicamente após uma separação revela pouco sobre o que ocorre emocionalmente. “Não existe um cronômetro psicológico para superar um relacionamento. Duas pessoas podem terminar no mesmo dia e passar por processos completamente diferentes, pois o vínculo, as expectativas e o momento em que cada uma percebeu que a relação estava acabando não são necessariamente iguais”, explicou.
“Muitas vezes, o desligamento emocional começa meses antes da separação oficial. Em outros casos, a pessoa só começa a lidar com a perda após o término. Por isso, aparecer sorrindo, viajando ou conhecendo outra pessoa rapidamente não significa, necessariamente, que não haja sofrimento ou que o relacionamento anterior não tenha sido importante”, completou.
Uma das conclusões que surgiram entre os comentários sobre Juliano Floss e Marina Sena é que quem supera primeiro amou menos. Para Gláucia Santana, psicanalista especializada em relacionamentos e dependência emocional, essa comparação é equivocada. “Iniciar outro relacionamento rapidamente não prova que a pessoa não amou o parceiro anterior. Algumas pessoas precisam de recolhimento, enquanto outras retomam a vida social e afetiva mais cedo. O calendário não mede vínculo nem luto”, afirmou.
Conhecer alguém logo após uma separação não significa necessariamente falta de amor. Existe o chamado relacionamento rebote, quando um novo envolvimento serve para preencher o vazio do término. Isso não significa que seja o caso de Juliano Floss, já que o romance com Thainá Duarte nem foi confirmado.
Jessica Martani destaca que o importante é a função da nova relação: “Algumas pessoas conseguem lidar com a tristeza e elaborar o que aconteceu. Outras têm dificuldade com o vazio e podem buscar novos estímulos rapidamente”, analisou.
“Isso não significa que todo relacionamento iniciado após um término seja uma fuga. O que deve ser observado é se há uma tentativa constante de evitar a perda. Quando não há espaço para elaborar o que terminou, questões emocionais podem ser carregadas para o próximo vínculo”, explicou.
Gláucia Santana reforçou que uma relação iniciada rapidamente pode se tornar genuína. “Chamar qualquer envolvimento após um término de rebote é generalizar. Uma nova relação pode construir um vínculo verdadeiro. O problema é usar essa rapidez como prova de que a pessoa nunca amou o ex-parceiro”, destacou.
A mesma cautela vale para quem demora mais para seguir em frente. Chorar ou precisar de tempo para reorganizar a vida não significa que a pessoa tenha amado mais. O fim de um relacionamento pode representar várias perdas simultâneas, como a de uma rotina, planos e identidade a dois.
A psicanalista pontuou que, dependendo do estilo de apego e da história emocional, essa reorganização pode levar mais tempo. “Sofrer mais não prova que você amou mais, assim como seguir antes não prova que amou menos. O que importa é como essa perda está sendo elaborada”, declarou.
Jessica Martani alerta que o sinal de atenção surge quando a dificuldade de aceitar o término paralisa outras áreas da vida. “Sentir tristeza após uma separação é esperado. A preocupação surge quando a pessoa não retoma sua rotina, abandona atividades importantes, ou apresenta sintomas que afetam sono, alimentação, trabalho e relações sociais. Nesses casos, pode ser importante buscar ajuda profissional”, orientou.
No caso de Marina Sena e Juliano Floss, as redes sociais enxergam apenas fragmentos: um choro no palco de um lado, uma viagem e rumores de novo affair do outro. Para especialistas, esses recortes não determinam quem sofreu mais ou quem amou de verdade.
A pergunta talvez não seja “como alguém supera tão rápido?”, mas quanto da elaboração de um término pode ser conhecida por quem acompanha pela internet.


