Yasmin Brunet voltou a compartilhar em suas redes sociais imagens de suas pernas, comentando sobre os sintomas que experimenta durante crises de lipedema. A modelo mencionou sentir peso, dor, incômodo e queimação, além de mostrar marcas deixadas na pele até mesmo por costuras de calças largas. Alice Almeida, médica especializada no tratamento do lipedema, afirmou que esses sintomas podem ser comuns, especialmente em momentos de maior manifestação.
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A médica destacou que o diagnóstico de lipedema não implica necessariamente em cirurgia como próximo passo, algo que ainda gera muitas dúvidas entre os pacientes.
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“Muitas pacientes chegam ao consultório pensando que a cirurgia é inevitável, algumas já com o procedimento agendado. Mas, em minha prática, até hoje, nenhuma das pacientes precisou de cirurgia. Com um tratamento clínico completo, observamos uma melhora significativa nos sintomas, na qualidade de vida e na composição corporal, ao ponto de as pacientes não verem mais a cirurgia como necessária. Isso não significa que a cirurgia não tenha indicação, mas reforça a importância de um tratamento clínico adequado antes de decidir pela operação”, explicou a médica.
O tratamento deve considerar o grau da doença, os sintomas apresentados e o impacto na vida de cada paciente. Alice Almeida enfatiza que a avaliação individual é crucial para definir a melhor estratégia, uma vez que o lipedema pode se manifestar de diferentes formas e níveis de comprometimento.
Recentemente, Yasmin Brunet também revelou ter perdido 25 quilos após iniciar um protocolo para desinflamar o lipedema. Ela notou mudanças em seu corpo ao consumir certos alimentos, citando o glúten como um dos que pioram seus sintomas. Para Alice Almeida, o tratamento do lipedema não deve ser reduzido à perda de peso ou estética.
“Tratar o lipedema não é apenas sobre emagrecer ou estética. O objetivo é reduzir dor, edema, sensação de peso e desconforto, melhorar a mobilidade e qualidade de vida e trabalhar a composição corporal, massa muscular e o contexto metabólico, inflamatório e hormonal de cada paciente”, disse a médica.
Ela ressalta que relatos pessoais ajudam a ampliar a informação sobre a doença, mas gatilhos e estratégias de controle devem ser avaliados individualmente. O que piora os sintomas em uma pessoa pode não ter o mesmo efeito em outra.
Embora destaque a importância do tratamento clínico, Alice Almeida explica que a cirurgia pode ser indicada em alguns casos. “Quando há indicação cirúrgica, ela deve ser respeitada dentro de um plano de cuidado. A cirurgia não cura o lipedema, pois é uma doença crônica. O tratamento clínico é essencial antes e continua sendo fundamental após o procedimento. A cirurgia pode ser benéfica para pacientes bem indicadas, mas o acompanhamento a longo prazo é o que permite controlar a doença e seus sintomas”, concluiu a médica.


