
PCDF investiga denúncia de injúria racial e xenofobia contra moradora de Taguatinga (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um caso de injúria racial e xenofobia ocorrido após o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro. A vendedora Danielle Sousa, de 40 anos, e seus familiares teriam sido alvo de ataques preconceituosos feitos por uma vizinha.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Durante a comemoração do resultado das eleições, a agressora ofendeu a população nordestina. No dia seguinte, aumentou a hostilidade ao chamar Danielle de “macaca” e mandá-la “subir em uma árvore”. O ato racista foi gravado em vídeo e entregue às autoridades.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
De acordo com Danielle, o primeiro ataque aconteceu no dia da apuração dos votos. Enquanto a vendedora e seus familiares se reuniam para comemorar o resultado das eleições, ouviram gritos e ofensas vindos da casa ao lado.
“NORDESTINOS BURROS”
A mulher identificada como Luciana Maria Rodrigues gritou contra a família, usando palavrões, questionando sua inteligência e fazendo acusações. Os familiares da vendedora são negros e nordestinos.
“Após o resultado do segundo turno, minha família e eu, inclusive crianças, estávamos comemorando num jardim, né? E aí a gente ouviu ela gritando de lá que nordestino era filho da puta, nordestino era tudo burro, safado, petista era tudo bandido e gritando coisas absurdas. Ela sabe que somos nordestinos, minha família inteira“, disse.
No dia seguinte, Danielle procurou a vizinha para tentar esclarecer o que havia acontecido. Sem elevar a voz, a vendedora contou que buscou conversar sobre as ofensas xenofóbicas dirigidas a amigos e familiares durante a comemoração.
A tentativa de diálogo, porém, foi recebida com deboche e deu lugar a uma escalada de hostilidade. Em tom intimidador, a vizinha apontou o dedo do meio para o rosto de Danielle. Depois que a vendedora pediu com firmeza que ela abaixasse a mão, o desentendimento se intensificou e um amigo em comum que estava no local precisou intervir.
No momento mais tenso da discussão, Danielle filmou a vizinha gritando que ela era uma “macaca” e mandando-a “subir em uma árvore”. A 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) investiga o caso, analisa as gravações e ouve as testemunhas envolvidas.
Tags: injúria racial, PCDF, racismo, Taguatinga, xenofobia


