
Vendedor é condenado a 83 anos e 4 meses pela morte do filho de 5 anos no Rio Grande do Sul. (Foto: Instagram)
O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira (4/11), o vendedor Tiago Ricardo Felber a 83 anos e 4 meses de prisão pela morte do filho, Théo Ricardo Falber, de 5 anos. Ele foi considerado culpado por jogar a criança de uma ponte sobre o Rio Vacacaí, em São Gabriel (RS), em março de 2025. O menino morreu em decorrência de traumatismo crânio-encefálico causado pela queda.
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A sentença manteve a prisão do réu para o cumprimento imediato da pena. Tiago também deverá pagar R$ 100 mil de indenização a familiares da criança. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele agiu para fazer a mãe do menino sofrer, depois que ela começou um novo relacionamento.
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Ao todo, ele foi condenado por três crimes:
- homicídio tentado qualificado, por motivo torpe, uso de asfixia, traição e dissimulação, recurso que dificultou a defesa e por a vítima ter menos de 14 anos — com aumento de pena por ter sido praticado contra descendente;
- homicídio consumado qualificado, por motivo torpe, traição e dissimulação, recurso que dificultou a defesa e por a vítima ter menos de 14 anos — com aumento de pena por ter sido praticado contra descendente, uso de meio cruel e ocultação de outro crime;
- ameaça contra a ex-companheira, mãe da vítima.
O CASO
Tiago foi preso depois de confessar que jogou o menino da ponte. Théo vivia com a mãe, mas passava alguns dias com o pai. Os pais haviam se separado alguns meses antes do crime, e a mãe chegou a registrar queixa contra Tiago após ele quebrar pertences dela, entre eles um celular, durante uma discussão.
Na véspera da morte de Théo, Tiago tentou sufocar o menino. Como não conseguiu, procurou outras formas de agir. O vendedor contou à polícia que pedalou com Théo por cerca de três horas antes de lançá-lo de uma ponte em São Gabriel. O crime ocorreu no começo da tarde de 25 de março, data do aniversário da criança.
Depois do crime, Tiago mandou uma mensagem de áudio à ex-mulher e chamou o que havia feito de “loucurinha”. Ele disse: “Viu, guria, seje (sic) forte. Fiz uma loucurinha agora, tá? Guenta (sic) o coração agora para o resto da vida. Atirei o Théo lá embaixo da ponte agora”.
Em depoimento durante o julgamento, a mãe do menino afirmou que a criança confiava no pai e que não considerava justo interromper o contato entre os dois.
Tags: Crime, Justiça, Rio Grande do Sul


