
Brasil volta ao top 8 das maiores economias em 2027, projeta o FMI (Foto: Instagram)
O Brasil está previsto para se tornar a oitava maior economia mundial em 2027, ultrapassando Itália e Rússia, posição que ocupou pela última vez em 1996. Essa previsão foi divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 15 de outubro, com novas projeções econômicas. O país deverá subir duas posições no ranking global, alcançando um Produto Interno Bruto (PIB) de quase US$ 2,8 trilhões.
++ Método baseado em IA chama atenção por transformar perfis comuns em negócios digitais
++
Apesar do ceticismo do mercado brasileiro, os dados do FMI indicam que a economia do Brasil deverá atingir US$ 2,796 trilhões no próximo ano, superando a Itália, com US$ 2,772 trilhões, e a Rússia, com US$ 2,675 trilhões. A diferença em relação à economia italiana será de US$ 24 bilhões, e essa vantagem pode se manter nos anos seguintes.
As projeções do FMI sugerem que o Brasil permanecerá na oitava posição até 2031, quando o PIB nacional deverá aproximar-se de US$ 3,4 trilhões. Essas estimativas estão incluídas no relatório World Economic Outlook, o Panorama Econômico Mundial do FMI.
Em 2026, o Brasil deverá concluir o ano como a décima maior economia do mundo, com um PIB estimado em US$ 2,655 trilhões. A Rússia deverá ocupar a oitava posição, com US$ 2,861 trilhões, seguida pela Itália, com US$ 2,702 trilhões. O ranking é baseado no PIB nominal, calculado em dólares, um indicador que mede o valor total dos bens e serviços produzidos por uma economia sem descontar os efeitos da inflação. Por isso, a posição de cada país pode variar com as flutuações cambiais.
O FMI também apresentou previsões para o tamanho da economia brasileira até 2031. As projeções indicam que o Brasil poderá superar a marca de US$ 3 trilhões em 2029 e continuar entre as oito maiores economias globais nos anos seguintes.
Embora haja uma melhora no ranking mundial, o FMI prevê um crescimento mais moderado da economia brasileira. A expectativa é de uma expansão real de 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027. O crescimento real desconta a inflação e permite avaliar quanto a produção de bens e serviços efetivamente aumentou. No cenário internacional, os Estados Unidos e a China devem continuar como as duas maiores economias do mundo, e a Índia deverá ganhar espaço, alcançando a quarta posição em 2027.
Os números são projeções que poderão ser revisados conforme o desempenho econômico dos países, as taxas de câmbio e as condições do mercado internacional.


