
Lula durante entrevista à TV Globo com Renata Lo Prete, em 15 de outubro (Foto: Instagram)
O presidente Lula (PT), concorrendo à reeleição, manifestou apoio à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos e defendeu a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvidos no escândalo do Banco Master. As declarações ocorreram na quinta-feira, 15 de outubro, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, no Rio de Janeiro.
++ Método baseado em IA chama atenção por transformar perfis comuns em negócios digitais
Lula destacou que adolescentes de 16 e 17 anos devem ser responsabilizados criminalmente como adultos em crimes graves, como homicídio qualificado, latrocínio e estupro. Ele também pediu a investigação de suspeitas envolvendo membros do STF e mencionou que já cobrou providências três vezes do presidente da Corte, Edson Fachin.
Durante a entrevista, Lula assumiu a responsabilidade pelas dificuldades enfrentadas pelo governo, abordou o reajuste do Bolsa Família, anunciou planos para renegociar dívidas da população e prometeu ampliar o atendimento médico pelo SUS. O presidente celebrou a aprovação do fim da escala 6×1 no Senado e reiterou seu apoio ao transporte público gratuito nos fins de semana.
Ao ser questionado sobre uma proposta do líder do PT no Senado, Camilo Santana, Lula concordou com a redução da maioridade penal para crimes hediondos, mas destacou que a discussão deve ocorrer separadamente da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que visa aumentar a participação do governo federal no combate ao crime organizado.
Um dos momentos mais marcantes da entrevista foi quando Lula foi questionado sobre as suspeitas de ligação de ministros do STF com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Ele mencionou Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques como envolvidos nas denúncias, defendendo que ninguém está acima das investigações.
Lula apresentou propostas para aliviar o endividamento das famílias brasileiras, afirmando que o governo planeja uma operação para comprar dívidas dos bancos com descontos significativos. Ele mencionou o programa Desenrola, que já atendeu 15 milhões de pessoas.
Na área da saúde, Lula prometeu ampliar o atendimento e reduzir a espera por consultas e exames, planejando colocar 150 unidades móveis de saúde em circulação em 2026. Ele reconheceu as longas filas do SUS e propôs parcerias com hospitais particulares.
O presidente também celebrou a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 no Senado, permitindo aos trabalhadores duas folgas semanais sem redução salarial, e anunciou uma proposta de transporte público gratuito nos fins de semana.
A entrevista integra a cobertura do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) sendo entrevistado pela Globo na sexta-feira, 16 de outubro.


