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Covardia! Criança de 6 anos é espancada até a morte pela mãe e madrasta com justificativa revoltante

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Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, morreu após ser submetida a uma sequência de agressões em Porto Real, no Sul Fluminense. Segundo a denúncia do Ministério Público, o episódio que levou à morte da menina começou depois que ela derramou duas caixas de leite ao tentar beber escondida, porque estava com fome. A criança morreu após passar por atendimento médico.

A menina vivia havia cerca de nove meses na casa onde moravam a mãe, Gilmara de Farias, a companheira dela, Brena Luane Nunes, e outras familiares. Segundo relatos reunidos na investigação, Ketelen tinha restrições para sair de casa, não frequentava a escola e dormia no chão. A alimentação, conforme a denúncia, era limitada a café e farinha.

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Na última sequência de agressões, Ketelen teria sido espancada, chicoteada e atirada de uma ribanceira. Ela foi levada ao Hospital Municipal São Francisco de Assis, em Porto Real,  já desacordada. Depois, foi transferida para um hospital particular em Resende, onde morreu.

O exame realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML) encontrou diversas lesões. O laudo apontou queimaduras circulares na região da coluna, escoriações no rosto, ferimentos no tronco e nas costas, além de marcas roxas na barriga. A causa da morte foi uma hemorragia intracerebral provocada por traumatismo cranioencefálico.

Inicialmente, Gilmara teria informado que os ferimentos da filha haviam sido provocados por uma queda contra uma cerca. Após ser interrogada pela polícia, porém, ela confessou o crime e apontou Brena como uma das responsáveis pelas agressões. As duas foram presas e passaram a apresentar versões diferentes sobre a participação de cada uma.

Rosângela Nunes, mãe de Brena, também teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Segundo a investigação, ela teria se omitido diante das agressões.

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A violência contra Ketelen ocorreu após a menina ser levada pela mãe para Porto Real. Gilmara havia conhecido Brena pela internet e as duas iniciaram um relacionamento à distância.  Antes disso, segundo o pai da menina, Roger Fabrizius da Rocha, a criança tinha uma rotina diferente. Ele contou que não via a filha desde 2019, após desentendimentos com a família da mãe. Naquele período, segundo Roger, a menina frequentava a escola e dizia que queria ser bailarina.

“Minha filha tinha uma vida normal. Também tinha o colégio, onde estudava certinho. Uma vez, ela me contou que queria ser bailarina porque achava a dança bonita. E eu disse: “Filha, papai vai ver isso””, relatou.

Roger reencontrou a filha apenas no hospital, quando ela já estava intubada. “Olhei minha filha intubada e vi as marcas das agressões que ela sofreu. Ter visto ela daquele jeito me chocou muito. Fiquei chorando, e a médica veio conversar comigo. Ela me disse que minha filha tinha poucas chances de sobreviver, mas que estavam fazendo tudo para salvar a Ketelen”, contou.

Brena, Gilmara e Rosângela foram presas durante a investigação. Ketelen foi sepultada no Cemitério de Japeri, na Baixada Fluminense, onde morava o pai.

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