Antes de ser presa na quinta-feira (24/9) sob acusação de torturar o ex-marido, a funkeira Verônica Costa gravou um vídeo se defendendo. Ela afirma que não há provas técnicas que justifiquem sua prisão e relata ter sofrido ameaças de seu ex-companheiro, Márcio Costa: “Ele pegou uma arma e fez roleta-russa na minha cabeça”, declarou.
++ Nova tendência em IA permite criar conteúdo profissional em poucos minutos
O vídeo foi publicado nas redes sociais de Verônica Costa na sexta-feira (25/9). Conhecida como Mãe Loira do Funk, ela foi localizada e detida pela Polícia Civil em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Verônica foi condenada a cumprir 10 anos e oito meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pela acusação de tortura contra Márcio.
++ Deolane Bezerra desenvolve doença grave na cadeia
No vídeo, Verônica descreveu seu relacionamento com Márcio, que é sobrinho de Rômulo Costa, com quem também foi casada. “Ele nunca trabalhou, mexia em tudo na minha casa, bebia muito e destruía tudo. Era extremamente violento comigo”, afirmou.
A funkeira relatou ter sido ameaçada pelo ex-companheiro. “Eu estava muito debilitada, quem já teve depressão vai me entender, até que um dia ele pegou uma arma e fez roleta-russa na minha cabeça. Ele me disse: ‘Já vi muitos artistas morrerem, vão falar da Mãe Loira por uma semana, depois você será esquecida’. Era sempre sobre dinheiro. Eu poderia estar morta agora. Me vi em uma relação extremamente violenta.”
Ela continuou, afirmando que a Justiça ignorou suas denúncias de violência contra Márcio. “Sinto a dor de poder ser presa porque a Justiça entendeu que torturei esse homem… A Justiça não considerou meu histórico, apesar de estar no processo a denúncia da arma na minha cabeça. Isso foi ignorado, não serviu para mostrar quem ele realmente era”, lamentou.
Ao concluir, Verônica Costa afirmou que foi condenada sem provas. “Foi apenas a palavra dele que me condenou, não foram as provas técnicas. O laudo da Polícia Civil que foi até minha casa foi inconclusivo. Não acredito que fizeram isso comigo.”
O caso teve início em fevereiro de 2011, quando Márcio procurou a Polícia Civil para denunciar o que teria sofrido durante o relacionamento.
Em seu depoimento, ele afirmou ter sido imobilizado e amordaçado em casa, e que a situação teria durado aproximadamente 20 horas. Segundo o relato apresentado à polícia, familiares de Verônica também teriam participado das agressões.


