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PL confirma Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado

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Rogério Marinho foi escolhido pelo PL para disputar a presidência do Senado. (Foto: Instagram)

O Partido Liberal (PL) oficializou, nesta quarta-feira (4/11), a candidatura do senador e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL), à presidência da Casa. O anúncio foi feito após uma reunião da legenda na sede do partido em Brasília. A eleição está marcada para 1º de fevereiro e depende da articulação dos senadores em busca de apoio dentro do Senado.

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Marinho coordenou a campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) e tem a confiança da família Bolsonaro. A disputa pela presidência da Casa ainda está indefinida. Além dele, concorrem o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também disputa os votos da oposição.

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“Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita”, afirmou o líder da oposição no Senado. Ele também disse que, “oportunamente”, estará ao lado de Tereza Cristina.

A escolha de Marinho para a disputa ocorre enquanto partidos da oposição discutem a possibilidade de concentrar esforços em um único nome. Nos bastidores, as legendas tentavam articular uma candidatura que reunisse Marinho e Tereza Cristina, para unir forças contra Alcolumbre em vez de dividir os votos.

Para vencer a eleição à presidência do Senado, são necessários pelo menos 41 votos. O PL terá uma bancada de 29 senadores em 2027, e Marinho precisaria do apoio de outros 12 parlamentares para comandar a Casa. O partido aposta em “dissidentes políticos” na disputa, inclusive no União Brasil.

Alcolumbre, por sua vez, já fez acenos em busca da reeleição e recebeu apoio formal de partidos importantes na composição da Casa. Até agora, conta com manifestações favoráveis do MDB, do PSD e do PT, além do União Brasil e do PP, que também declararam apoio à reeleição do senador amapaense.

Assim como Rogério Marinho, Alcolumbre também calcula que terá votos entre os integrantes da bancada do PL para se reeleger à presidência do Senado.

ELEIÇÃO PARA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Além da disputa pelo comando do Senado, os partidos também se movimentam em torno da presidência da Câmara dos Deputados, cuja votação está marcada para 1º de fevereiro.

O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Casa, lidera a articulação pela reeleição. Ele tem o apoio de um bloco de 15 partidos e 361 deputados. A aliança também inclui o Partido dos Trabalhadores (PT) e outras legendas da base de Lula.

O PL, por outro lado, está dividido. A sigla, que terá a maior bancada em 2027, com 121 deputados, ainda não definiu sua posição na eleição para a Casa. Uma ala defende apoiar Motta para garantir espaço na Mesa Diretora e em comissões; outra prefere lançar candidatura própria.

Ficar fora dos blocos pode diminuir a prioridade do partido na escolha das presidências das comissões e limitar sua atuação no legislativo. Uma decisão deve ser tomada nos próximos dias. O PL marcou reunião para 11 de novembro para debater a disputa pela presidência da Câmara.

PRESIDÊNCIA DE MARINHO

Na reunião da manhã de hoje, Marinho voltou a destacar que, se eleito presidente do Senado Federal, dará prioridade a pautas consideradas importantes para o bolsonarismo. Entre os temas, citou o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a anistia para condenados pelo 8 de Janeiro.

Segundo o parlamentar, sua gestão seria “a salvaguarda da Constituição”. “Me perguntaram: ‘Será presidente do Congresso de um tema só? Monotemático? Claro que não. Mas nós faremos valer a Constituição. Não seremos omissos’”, declarou.

Marinho também lembrou que concorreu ao comando do Legislativo em 2023, quando foi derrotado pelo deputado federal Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Na ocasião, o PL perdeu espaço em comissões por não integrar o bloco vencedor, atitude criticada por Marinho, que a chamou de “déspotas”. Ele afirmou que, se eleito, abrirá espaço para os demais partidos e respeitará a proporcionalidade.

Ainda na reunião de hoje, o senador do PL criticou as articulações de Alcolumbre e acusou o atual presidente do Senado de oferecer vantagens para “cooptar” votos. “Porque ele pode cooptar. Como? Com um sorriso bonito? Um abraço fraterno? Não. Com aquilo que ele não pode dizer: com verbas, com vantagens e com atalhos”, afirmou.

VOTO ABERTO

Questionado sobre a possibilidade de tentar tornar a votação aberta, Marinho disse defender a medida para dar transparência à eleição e permitir que a população cobre os senadores.

“Eu acho que [é] recomendável e necessário. Agora nós vamos avaliar de que forma isso pode acontecer. Eu acredito que qualquer cidadão brasileiro gostaria de saber como está votando o seu representante. Até pra que não haja estelionato eleitoral.”

Em 2019, Alcolumbre tentou uma manobra para que o voto na eleição da mesa fosse aberto. Pelo regimento, a votação ocorre em cédula de papel, em urna física, e é secreta.

Tags: Jair Bolsonaro, Rogério Marinho, Senado, PL, Davi Alcolumbre, Tereza Cristina

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